A garantia foi dada por João Rui Ferreira, presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) na TEDx Matosinhos. “Dificilmente chegaremos lá em 2017, mas em 2018 estamos convencidos que vamos atingir esse número que é um número simbólico”, frisou.

João Rui Ferreira é presidente da Associação Portuguesa da Cortiça desde 2012.  APCOR

Portugal é líder mundial das exportações de cortiça. Em 2018, poderá atingir os mil milhões de euros, os “4 dígitos”. A garantia dada por João Rui Ferreira, presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), prevê assim esta meta “simbólica” que só vem confirmar a importância do setor da cortiça como sendo de “altíssimo valor acrescentado” para o país.

“Ao contrário de outras áreas de atividade em Portugal, por cada euro que é exportado em produtos de cortiça, 0,85 cêntimos ficam no nosso país. E isso é muito relevante, sobretudo no contexto económico em que vivemos”, explicou João Rui Ferreira.

O CEO da Waldemar Fernandes da Silva frisou que “a cortiça não se esgota nas rolhas”, tendo diferentes usos em peças de joalharia, isolamento, vestuário, etc. Ainda assim, é nas garrafas que elas são rainhas. “Há uma clara preferência dos consumidores em todo o mundo [por rolhas de cortiça]” nas garrafas, na medida em que, muitas das vezes, “a cortiça está associada a vinhos de melhor qualidade.”

Estudos indicam que os consumidores estão disponíveis a pagar mais por uma garrafa de vinho com uma rolha de cortiça. “Nos Estados Unidos, num trabalho que já fazemos há 7 anos, em média uma garrafa de vinho com uma rolha de cortiça vale 4 dólares mais do que uma garrafa de vinho com vedante artificial”, explicou o presidente da APCOR.

Para o futuro, João Rui Ferreira apela à plantação de sobreiros. Afinal, poderá “querer dizer que vem mais riqueza para Portugal, quer para as populações locais, quer para o país em geral”, finaliza.