Pessoas que quebraram o silêncio e denunciaram casos de assédio e abuso sexual foram eleitas como personalidade do ano pela revista estadunidense TIME.

Capas da revista Time: Personalidades do Mundo de 2003, Mulher do Ano de 1976 e agora a Personalidade do Ano 2017. TIME
A Personalidade do Ano 2017 foi anunciada hoje pela TIME. Possui uma particularidade e foge à regra dos últimos dois anos: não é uma pessoa, mas um conjunto delas.
Lembra-se de ver a hashtag #metoo por todas as redes sociais? Pois bem, o reconhecimento foi dado a todas as vítimas de abuso e assédio sexual que se exprimiram através deste movimento que atravessou o Facebook e o Twitter – os chamados “silence breakers“, pela publicação
Mulheres e homens, não importa, uma vez que este reconhecimento pretende celebrar isso mesmo: a denúncia destes crises independentemente do género.
A campanha foi lançada pela atriz Alyssa Milano no Twitter, logo após a revelação de uma série de casos de assédio sexual por parte do produtor de cinema Harvey Weinstein – o que culminou num tiro de partida para que cada vez mais denúncias tenham sido feitas, como é o caso de Kevin Spacey e de Louis CK.
O reconhecimento, atribuído deste 1927, foi revelado durante o programa Today do canal estadunidense NBC – um “talk show” que viu o seu apresentador despedido por ele próprio ter sido acusado de assédio sexual.
Edward Felsenthal, editor-chefe da TIME, explica: “esta foi a mudança social mais rápida que temos vindo a assistir em décadas e começou com atos individuais de coragem por parte de mulheres – e alguns homens – que contaram a sua história”.
A campanha e movimento contra o abuso e assédio sexual conseguiu assim derrotar o vencedor do ano passado, Donald J. Trump, que ficou em 2º lugar. O 3º lugar foi atribuído ao líder chinês Xi Jinping.