A Direção Geral da Saúde comunicou hoje o fim do surto de Legionella com ligação ao Hospital de São Francisco Xavier. A bactéria infeciosa provocou 56 casos, 5 dos quais mortais.

Os dois primeiros casos do surto de Legionella foram detetados no dia 3 de novembro. REUTERS
A Direção-geral da Saúde (DGS) “considera que este surto está terminado”. No comunicado da DGS, assinado pela Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, é declarado o fim do surto de Legionella com ligação ao Hospital de São Francisco Xavier (HSFX), em Lisboa.
“O período de incubação é de 2 a 10 dias na maioria dos doentes, não estando descritos casos que ultrapassem os 20 dias. Assim, com a informação disponível, considera-se que este surto está terminado, uma vez que todos os casos diagnosticados, independentemente da data de início de sintomas ou de diagnóstico, tiveram contacto com o hospital e contraíram a infeção antes do encerramento da fonte de transmissão (4 de novembro). No entanto, as autoridades de saúde continuam atentas à situação”, refere o comunicado divulgado hoje.
O primeiro comunicado da DGS foi emitido no dia 3 de novembro, altura em que o HSFX detetou três casos de legionella. A investigação para detetar a origem da bactéria infeciosa foi iniciada “de imediato” pelo Ministério Público.
“A interrupção da transmissão ocorreu a 4 de novembro”, dia em que foram encerradas e tratadas as torres de refrigeração do hospital, dada a possibilidade de serem as fontes emissoras de aerossóis contaminados com Legionella. Entretanto análises permitiram concluir que a fonte de transmissão estava em pelo menos uma dessas torres.
Ao todo foram 56 os pacientes detetados com Doença dos Legionários, 42 já tiveram alta clínica, 7 estão atualmente internados em enfermaria, 2 estão internados em Unidades de Cuidados Intensivos e 5 faleceram. Há outros cinco ainda em “investigação epidemiológica e laboratorial”. De acordo com a DGS, a maioria dos doentes tinha 70 ou mais anos de idade, doença crónica subjacente e fatores de risco.
No Jornal da Tarde da RTP, a Diretora-Geral da Saúde recusou-se a atribuir responsabilidades relativamente ao surto de Legionella.