Uma erupção no vulcão Agung, na ilha de Bali, provocou uma coluna de cinzas que chegou a atingir quatro quilómetros de altura, obrigando as autoridades indonésias a proibir os voos.

Na terça-feira o vulcão entrou em erupção. MADE NAGI/EPA

As transportadoras aéreas Jetstar, KLM, Qantas e Virgin Australia suspendaram temporariamente as operações na ilha turística de Bali, na Indonésia, devido ao volume de cinzas na atmosfera. O vulcão Agung entrou em erupção pela segunda vez esta semana mas desta com mais intensidade.

O vulcão entrou em erupção três vezes na manhã de domingo. A última vez deu-se pelas 06:15 (22:15 em Lisboa) e expeliu a mais elevada coluna de cinzas, que chegou a atingir os quatro quilómetros de altura, informou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia à agência de notícias chinesa Xinhua.

O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Perigos Geológicos (CVMPG) elevou o nível de alerta para a aviação de laranja para vermelho, disse Sutopo. O porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia revelou ainda que as cinzas vulcânicas estavam a espalhar-se para leste e sudeste da cratera em direção à vizinha Lombok, na ilha das Flores.

Sutopo advertiu as pessoas que vivem na zona definida como interdita, isto é, num raio de 7,5 km em torno da cratera, e insistiu que abandonassem imediatamente as suas casas. As cinzas vulcânicas continuam a cair em inúmeras aldeias. Para fazer face ao problema as autoridades indonésias ordenaram  a distribuição de máscaras.

Bali é o principal destino turístico da Indonésia. A Indonésia assenta no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é frequentemente abalada por sismos.