Docentes e educadores vão sair à rua durante o debate sobre Educação, que se vai realizar na Assembleia da República, no âmbito do Orçamento de Estado para 2018.

Desde segunda-feira, os profissionais de educação estão em greve ao primeiro tempo de aulas. MANUEL ARAÚJO/LUSA

Em declarações ao Diário de Notícias (DN), a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) revela-se convicta de que esta será “a maior greve da década”.

Na segunda-feira já foi iniciada, pela Federação Nacional da Educação (FNE), uma greve ao primeiro tempo de aulas, que se manterá até ao dia 27 de novembro. A FENPROF garante que os profissionais da educação vão protestar ao longo de 2018 e, eventualmente, durante as “avaliações” do 1º período.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, conta à TSF que os professores estão indignados: “são esses os sinais que nos chegam de todas as escolas, em todas as regiões do país. Há uma grande indignação dos professores relativamente à forma como o governo pretende descongelar a carreira docente”.

A luta deve-se, entre outros motivos, à intenção do Governo de não contabilizar quase uma década do tempo de serviço dos profissionais. “Não passa pela cabeça de ninguém que, contrariamente ao que acontece em outras carreiras que também serão agora descongeladas, no caso dos professores o tempo de serviço seja para apagar”, reconhece Mário Nogueira.

Os sindicatos exigem que o Orçamento de Estado para 2018 contemple o reconhecimento a totalidade do tempo de serviço. A FENPROF considera que “o Governo optou por desconsiderar os professores e educadores” e “o Ministério da Educação coloca-se à margem da solução.

Outros dos motivos apontados pelos sindicatos são relativos aos regimes de vinculação e de aposentação, bem como à necessidade de horários e concursos justos.

Mário Nogueira mostra-se recetivo à negociação com o Governo, mas garante que só um contrato claro desconvocaria a greve agendada para amanhã. “Os professores deram um sério aviso ao governo no passado dia 27, quando aderiram, muito acima do que é normal acontecer, a uma greve de toda a administração pública. E estou convicto de  vai ser uma greve de professores como há muito não se vê”, assegura o líder sindical, ao DN.

A concentração de professores e educadores acontecerá amanhã, em Lisboa, às 11h, junto à Assembleia da República.