A fotografia foi tirada durante a semana passada no Parque Natural Masai Mara, no sul do Quénia. O responsável do organismo de censura já veio assegurar que os animais copiaram “os comporamentos de casais do mesmo sexo”, encontrando-se possuídos por “forças demoníacas”.

O acontecimento deu-se no parque natural Masai Mara, a sul do Quénia. National Geographic Channels/Dom Hamilton

A falta de liberdade não é só um problema dos quenianos: parece ser também um direito a que muitos dos animais deste país estão privados. Pelo menos, dois leões em particular.

Foi na passada semana que o fotógrafo especializado Paul Goldstein fotografou dois leões que deram muito que falar a Ezekial Mutua, o atual responsável do Instituto de Classificação Cinematográfica do Quénia, tutelado pelo Ministério do Desporto, Cultura e Artes.

A fotografia retrata dois leões macho em posição de acasalamento, no parque Masai Mara, no sul do país.

Através do jornal local da capital do Quénia, Ezekial Mutua rapidamente classificou o acontecimento como “estranho”, levando a crer que “a única explicação é que os animais viram casais homossexuais com comportamentos impróprios quando visitam o parque”.

No seu Twitter pessoal, Mutua continuou, referindo que “os cientistas devem estudar aquele comportamento. Como nas pessoas, o principal objetivo é a procriação”.

Manifestamente contra a comunidade LGBT, o responsável do Kenya Film Classification Institute chegou a ir mais longe, levando a crer que os leões possam ter sido apoderados por “forças demoníacas”, uma vez que os demónios “não se apoderam apenas de pessoas”.

Até 2010, já se registaram em todo o mundo cerca de meio milhão de espécies que mantêm algum tipo de  atividade sexual entre membros do mesmo sexo.

No Quénia, Ezekial Mutua já é conhecido como “polícia da moralidade”, uma vez que regula a “criação, transmissão, posse, distribuição e exibição de filmes e conteúdos que promovam valores nacionais e protejam as crianças de conteúdo prejudicial”.

 Atualmente, o Quénia é um dos 18 países africanos que penalizam criminalmente – com penas até 14 anos de prisão – atos homossexuais entre humanos.