O Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) puniu Fernando Madureira com uma sanção de interdição de acesso a recintos desportivos durante seis meses. O líder da claque do Futebol Clube do Porto (FCP) vai recorrer da decisão.

A claque dos Super Dragões reagiu à decisão do IPDJ com desagrado. Jornal de Notícias
Fernando Madureira, também conhecido como Macaco Líder, foi castigado com uma coima de 2600 euros e com a interdição de acesso a recintos desportivos por um período de seis meses.
A punição surge na sequência do cântico alusivo ao avião da Chapecoense. O cântico, «quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica», foi entoado durante um jogo de andebol entre o FCP e o Benfica, que decorreu em abril. A Federação de Andebol de Portugal remeteu o sucedido para o Conselho de Disciplina, acusando a claque de falta de ‘fair-play’.
Em declarações à Rádio Renascença, Madureira anunciou recurso: “Tenho 20 dias para recorrer e irei fazê-lo. Ficou provado nas imagens que eu não ‘puxei’ o cântico e não fui que o entoei, ao contrário do que consta do acórdão do IPDJ”. Embora apelide o cântico como sendo “de má-fé”, o líder da claque considera a acusação um pretexto “para tentar enfraquecer o FC Porto e um ataque ao FC Porto e a todos os portistas”.
A claque afeta ao FCP já reagiu em comunicado na página oficial do Facebook, manifestando desagrado em relação à sanção aplicada a Fernando Madureira.
“Esta medida verdadeiramente absurda e sem qualquer fundamento legal, conforme será provado nas instâncias competentes, é absolutamente inédita pois jamais um cidadão foi punido por entoar um qualquer cântico, fosse ele mais ou menos ofensivo. Mas ainda mais inédito, e quiçá alvo de um novo recorde mundial, é alguém ser castigado por um cântico que não entoou”, defendem os Super Dragões.
A decisão do IPDJ ficará, assim, suspensa. Ao recorrer, Fernando Madureira deverá poder assistir ao clássico entre o FCP e o Benfica, que vai decorrer a 1 de dezembro.