O número de estudantes internacionais em Portugal tem vindo a aumentar de forma gradual nos últimos anos. A conclusão é de um estudo realizado pela Uniplaces e pela Worx.

Universidade de Lisboa, Universidade do Porto e Universidade Nova estão entre os estabelecimentos de ensino que recebem mais alunos em Erasmus. | Foto: Miguel Ângelo Afonso

No ano letivo de 2015/2016, mais de 33 mil estudantes internacionais escolheram Portugal para frequentar o seu curso no ensino superior. Um número de alunos relativamente elevado se compararmos com os aproximadamente 19 mil estudantes em 2000, os 22 mil estudantes em 2005 ou os 28 mil estudantes em 2010.

As razões prendem-se com a “maior visibilidade de Portugal no mercado turístico aliada com a estratégia nacional de atração de estudantes internacionais”, pode ler-se no documento divulgado esta segunda-feira pela Uniplaces, a plataforma online para alojamento de estudantes universitários.

Os alunos com nacionalidade brasileira continuam a liderar quanto à nacionalidade de estudantes mais representada em Portugal, seguida pelos alunos provenientes de países como Espanha, Angola e Cabo Verde. Só estas quatro nacionalidades representam mais de metade dos alunos em mobilidade internacional em Portugal.

Entre os estabelecimentos de ensino que recebem mais alunos em Erasmus, destaca-se a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade Nova.

Se tivermos em conta os os números relativos à evolução dos alunos matriculados mundialmente em mobilidade internacional, podemos concluir que o número de alunos envolvidos nestes programas continua a crescer ano após ano.

O relatório sublinha ainda “o nascimento de uma nova tendência”: a afirmação de uma nova região com grande potencial de crescimento que é a Ásia, apesar de a Europa se destacar na liderança ao longo de várias décadas. Do total de número de alunos em mobilidade internacional, só nessa região, numa década a proporção de alunos internacionais recebidos aumentou de 15% para os 21%. Uma evolução que pode ser explicada, entre outros fatores, pelo “avanço económico e tecnológico” e pela “reputação das universidades asiáticas”.

Contudo, os países que recebem o maior número de estudantes em mobilidade são os Estados Unidos da América, com cerca de 840 mil estudantes anualmente, seguido pelo Reino Unido com cerca de menos de metade de alunos registados.

A China continua a dominar no número de alunos em mobilidade, enviando anualmente cerca de 712 mil estudantes, dos quais 30% desse universo faz o seu intercâmbio nos Estados Unidos da América (EUA). No segundo lugar dos países com mais alunos em mobilidade internacional vem a Índia. O número de alunos indianos é quase 4 vezes menor do que os alunos chineses (181 mil).

Dos quatro países que recebem o maior número de estudantes anualmente, três são países anglo-saxónicos. Isto deve-se “à maior facilidade na adotação a uma nova cultura sem barreira linguística” e também “ao prestígio das universidades que contam com vários séculos de existência”, lê-se no documento.

De acordo com a Comissão Europeia, no ano letivo de 2013/14, existiram 272.497 estudantes europeus em mobilidade sendo que, os países europeus onde mais alunos procuram estudar foram a Espanha, a França e a Alemanha, representando assim 40% do universo de estudantes em mobilidade.

O estudo “Beyong the data – Influencing international student decision making” mostrou quais são as principais influências na decisão dos alunos antes de escolherem onde realizar o seu intercâmbio. Segundo o documento de 2014, os estudantes internacionais consideram em primeiro lugar o curso, em segundo o país e em terceiro a instituição e o valor das propinas é o fator mais importante a ter em consideração pelos estudantes internacionais assim como  a razão número um para a rejeição de outras ofertas.